quarta-feira, 23 de setembro de 2015
Leben
Eu sempre me achei esperto. Um rapaz jovem, mas bem sabido das coisas. Tinha minha opinião formada sobre tudo que era possível, mesmo que, por muitas vezes, sequer tinha vivido tais situações. Sempre pensei que minh'alma era antiga e que estava apenas preso num tempo que não me pertencia... Leigo engano! Eu nunca soube nada. E, quanto mais vivo, mais vejo que não sei coisa alguma. Se antes, sem conhecimento, eu já não tinha noção nenhuma de como o mundo funciona, agora tenho menos ainda. Parece que, quanto mais eu aprendo novas coisas, mais eu vejo que o conhecimento total é algo inalcançável. É estranho como a vida é esse eterno reverso, não é mesmo? Quanto mais se sabe, menos se tem. Se antes eu pensava muito, agora então! Reflito sobre tudo ainda mais, com uma maior maturidade, talvez. Mas não é esse o ponto que quero chegar. Na realidade não sei exatamente se tenho algum com este texto. Talvez sejam apenas devaneios sendo expelidos nessa página em branco, na esperança de que algum leitor se identifique, puramente por capricho. Só para eu saber que não estou sozinho nessa. Ou talvez para me levantar o ego. Quem sabe, afinal? Eu que não sou.
Mas é estranho como, ao mesmo tempo que isso me intriga, é o que me faz ter vontade de viver. A vontade de ver que eu estava errado. Estranho, não? Sentir o desejo de errar. Se ver por esse ponto de vista, é mesmo. Mas e se mudarmos? Vamos colocar assim, então: Sentir o desejo de aprender. Ficou mais aos padrões. Perfeito! Vamos tentar nos manter assim.
Agora vamos adicionar um pouco de clichê: amor. Como eu era iludido quanto a isso! Agora eu apenas rio do que outrora me magoava. E isso dá um gosto bom, uma certa nostalgia. O sentimento de ter amadurecido é algo extraordinário, e me dá orgulho. Não sou mais aquele mesmo rapaz ingênuo e cheio de regras ditadas por anos absorvendo filmes adolescentes e música romântica. Não existe apenas um tipo de amor, um jeito correto de amar, ou que ele só exista se estiver junto da pessoa. Agora entendo que é possível sim amar alguém sem necessariamente estar. O amor verdadeiro continua, e você sempre irá desejar o bem àquela pessoa. Mas isso não quer dizer que vá passar o resto da vida com ela. Claro, muitas vezes isso acontece, e é realmente lindo! E se não acontecer é lindo também! Admiro aqueles que conseguem seguir em frente, sempre.
A vida é assim mesmo; um eterno mistério a se resolver. Não é fácil e nem justo, e talvez você nunca desvende. Algumas pessoas podem surgir e parecer que vão ajudá-lo, mas depois de revirarem tudo, vão embora e nos fazem começar do zero mais uma vez. Porém isso não quer dizer que a deles continuou em ordem. As vezes ficou até mais bagunçado que a sua, e só o que podemos fazer é compreender e continuar.
E nem tudo é mau! Pode até parecer que estamos seguindo as pistas erradas, mas na verdade damos de cara com algo que nos faltou desde o começo da investigação. Aquele mínimo detalhe que nos escapou da minuciosa avaliação inicial, que só agora é que nos foi revelado, e completa todo um quebra-cabeças. E ainda, por mais que seja uma dura batalha, tentar desvendar é o que nos faz continuar vivos. Apenas temos que nos permitir olhar além, e continuar sempre com essa eterna investigação.
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