terça-feira, 29 de setembro de 2015
Reticências
Nos redutos fúteis onde minh'alma habita, me deparo com uma melancolia vulgar e fétida que assombra meus devaneios. Onde outrora poderia ser - e por que não? - meu recanto mais feliz, se torna, consequentemente, meu leito de morte - ou quase isso. Como posso eu, um reles pecador, tentar transparecer por essa página em branco toda a experiência - e não digo má, pois não a distinção - de uma alma anciã, presa num corpo jovem e franzino? Como posso eu entender tais planos macabros e sem sentido, saídos dessa mente fria, calculista e perversa que vos pertence? Talvez eu esteja necessitando de meu ópio, que nada se aparenta como uma droga, mas sim como um anjo. O mais belo ser celestial, preso naquela excitante e sedutora pele mo...
E cá voltei a falar sobre você! Quando é que estarei livre dessas amarras que só me deixam enxergar o passado? Como os filósofos de internet dizem: "Se fosse bom não seria passado, e sim presente." Mas o presente nada se parece com a dádiva que deveria, e cada vez mais tenho vontade de voltar noutro tempo, onde meu corpo podia sentir teu suor em meio ao mais carnal e intenso sexo.
Mas deixe lá. São apenas mais devaneios sujos sendo disparados. Acho melhor voltar a realidade e deixar de sonhar, pelo menos durante o trabalho.
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